Luiz Eduardo, substância composta de bipolaridade, carência e musicalidade. Anti-social, orgulhoso, chato, ótimo leitor de romances, apaixonado por música lenta. Dono dos olhos claros, de personalidade e caráter forte.
Eu te vejo em todos os lugares. Independente de onde eu estiver. Quase que uma perseguição. Encontro em outras pessoas o teu sorriso, ou até mesmo o barulho dos teus passos vindo em minha direção. Te sinto bem perto. Escuto até o teu silêncio. Será loucura minha? Ou o simples fato de não conseguir viver sem você?
Estou saindo. Não deixarei rastro algum. Procurarei ser o mais silenciosa possível, não quero encomodar-te. Já te encomodei demais, não é? Não,tudo bem, não coloque as cartas na mesa. Não desperdice nenhuma palavra. Sabe que está errado, pra quê insistir? Insisitir em pequenas coisas, tão míseras e insignificantes. Não fazem diferença. Eu não faço, não é? É por isso que vou, para qualquer lugar longe de sua vida, para deixar-te quieto, em paz no seu canto. No canto que era nosso. Que tinha nosso jeito. Sinto falta do nosso canto. Eu era feliz nele. Com você. (…) Lembro-me dequando afagava meu cabelo, observando cada fio. A cor que cada um tinha, como ficavam expostos à luz. Enquanto isso eu olhava no fundo de seus olhos, tentando adivinhar o que pensava. O que estava passando por sua mente. Impossível saber, não tinha como saber. A cada segundo tudo mudava dentro de sua cabeça, os pensamentos mudavam, se embaralhavam. Eu percebia, pois via os sorrisos soltos por um segundo e, um momento depois, a testa franzida. Observava-te. Escutava, de longe, meu coração batendo. O barulho repetido e agoniante dentro do meu peito. “Tum, tum, tum tum tum”. Aumentava a velocidade. Não parava mais. Chegava a atrapalhar a respiração. Falhada. Lembro-me de quando ficávamos minutos nos encarando, separados por multidões, naquela escola. E então, sorríamos. E ríamos. Como me dói. Terminar palavras com “ia”. Te via, sorria, ria, sentia. Ainda sentia. Hoje esse privilégio me machuca, estou tentando parar com isso. Quero ser indiferente. Nem triste, nem alegre. Apenas indiferente, normal. Quero ser normal. Com sorrisos. Apenas sorrisos. É isso que me falta. Você me falta. Com esse seu jeito único. Sentir é fatal, não tem cura. Com você, não tinha tempo de sentir, apenas tinha sensações únicas em segundos nem ao menos completos. Com você nada era completo. E, hoje, é como estou. Falta-me, tantas coisas. A lista é grande. Verifique isso. E já me traga uma dose de amor próprio. E duas de felicidade, por favor. Barbara Castro — (p0rcelana)
(via menina-malcriada)
Como um punhado de areia escorrega entre seus dedos, pessoas estão saindo da minha vida. Algumas permanecerão na praia, perto de mim. Outras irão na onda do mar, para longe. O ruim é poder ver isso acontecer, e não poder realmente fazer nada. É saber que somente permanece uma pequena quantia desses grãos de areia, na palma da mão. (@eduangelperv)
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via (ineedtoseeyou)(via otari0)
(Source: tedioo, via perdida-em-seu-amor)